Tenho tentado por diversas vezes corrigir um problema de comunicação e de distorção dos fatos.
Não posso afirmar que o professor hackler foi Racista em sua agressão aos estudantes. Tem rolado grande celeuma em torno da questão, e se eu referendo a questão ou não.
Não eu não referendo. Mas deixem-me explicar uma coisa muito simples. até o ocorrido, eu não conhecia nada sobre o referido professor que não a sua fama de bom profissional de teatro. fama que confirmo como verdadeiro. Sua história de vida, bem como sua ideologia ou qualquer tipo de opinião que não se referisse ao tema TEATRO não me eram conhecido. Quando recebemos uma agressão gratuita é natural que busquemos e conversemos sobre as possiveis motivações do agressor. Logo quando dizia que não discartava a possibilidade afirmação dizia respeito ao choque diante do ocorrido e que aind estava tentando entender os fatos. Gostaria de por gentileza pedir a reflexão de todos (apoiadores do professor Hackler e ou dos Estudantes) para o que estratégicamente tem sido colocado de lado. A agressão gratuita sofrida por estudantes por parte de um professor. Tenho lido e ouvido falar, sobre protestos perfomaticos na escola de teatro, tratando o fato como nazismo ou mesmo da possibilidade do professor ser agredido. Isso, absolutamente, não é verdade. Não houve manifestação alguma, o caso foi formalmente entregue a direção da escola de teatro por ambas as partes, ambas as partes demostraram seu posicionamento à comunidade da escola de teatro e agora estamos esperando o posicionamento após a reunião de congregação convocada para debater o tema. Estamos trabalhando a questão da forma mais civilizada possivel, apesar de alguns particulares equivocos ocorridos no calor das emoções. Digo isso por que algumas pessoas justificam o fato como "temperamento esquentado" por parte do professor mas que ele tem um bom coração e este não é racista. Eu realemente acredito que o professor Hackler seja, em geral, boa pessoal, homem serio e respeitavel. Gostaria de de afirmar que também o sou e esta não é uma opinião eXclusiva.
domingo, 27 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
PROFESSOR ALEMÃO AGRIDE ESTUDANTE NEGRO DE TEATRO NA UFBAcarta aberta dos estudantes de teatro UFBA à comunidade
Salvador 17 de março de 2011
No início da noite do dia 16 de março de 2011, durante a calourada, preparada pelos alunos veteranos com o apoio do Diretório Acadêmico da Escola de Teatro – UFBA, enquanto os alunos confraternizavam após o fim da Oficina Corpo e Sentidos, ministrada pelo graduando Carlos Eduardo (módulo II-Licenciatura), o Coordenador Geral do DA, o graduando Eduardo Nunes (Módulo VII-Licenciatura), foi ofendido e agredido fisicamente pelo então professor (aposentado) Edward Hackler.
No início da noite do dia 16 de março de 2011, durante a calourada, preparada pelos alunos veteranos com o apoio do Diretório Acadêmico da Escola de Teatro – UFBA, enquanto os alunos confraternizavam após o fim da Oficina Corpo e Sentidos, ministrada pelo graduando Carlos Eduardo (módulo II-Licenciatura), o Coordenador Geral do DA, o graduando Eduardo Nunes (Módulo VII-Licenciatura), foi ofendido e agredido fisicamente pelo então professor (aposentado) Edward Hackler.
DECRETO DO GOVERNO WAGNER PREJUDICA UNIVERSIDADES PÚBLICAS
O decreto 12.583, publicado pelo governo do estado no Diário Oficial em fevereiro deste ano, prejudica milhares de estudantes das universidades públicas baianas. Isso porque o decreto, que tem como objetivo cortar gastos do governo, inviabiliza a contratação ou promoção de professores e deixa estudantes de algumas disciplinas sem aula, inclusive formandos, além de ferir a autonomia das instituições superiores de ensino.
Vice-presidente da Comissão de Educação e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado Bruno Reis (PRP) apresentou hoje (15) requerimento propondo a realização de uma audiência pública para avaliar os impactos do decreto e propor mudanças ao governo, como reivindica os estudantes e professores em moção e carta pública enviada à sociedade. O requerimento foi aprovado e a audiência marcara para o próximo dia 23, pela manhã, no Plenarinho da Assembléia.
Vice-presidente da Comissão de Educação e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado Bruno Reis (PRP) apresentou hoje (15) requerimento propondo a realização de uma audiência pública para avaliar os impactos do decreto e propor mudanças ao governo, como reivindica os estudantes e professores em moção e carta pública enviada à sociedade. O requerimento foi aprovado e a audiência marcara para o próximo dia 23, pela manhã, no Plenarinho da Assembléia.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
UNEB: NENHUM/A PROFESSOR/A A MENOS
“Das ruas, das praças, quem disse que sumiu? Aqui está presente o Movimento Estudantil”.
Clima de convulsão acadêmica é o que caracteriza atualmente o campus V da UNEB situado em Santo Antonio de Jesus, mais precisamente o curso de licenciatura em história desta instituição.
A falta de professores(as) para conduzir as atividades acadêmicas que é um problema histórico desta Universidade, agora é gritante, e o que é mais problemático, a possibilidade de paralisação e retardamento de várias disciplinas do curso, na ordem de 14 das 36 ofertadas, devido a falta de professores(as).
O clima de sangramento do curso, que já se encontra assim há muito tempo, atinge seu auge neste inicio de ano devido aos golpes que o Governador Jaques Wagner (PT) vêm dando à UNEB. Acontece que após identificação das distorções acadêmicas por pressão dos(as) estudantes e professores(as) em 2010, a reitoria desta universidade e secretaria de educação do estado resolveram lançar edital e carta convite para contratação de professores visitantes e substitutos via REDA por 24 meses.
Após cumprimento de todo processo burocrático e demorado que durou cerca de três meses, os(as) professores(as) foram admitidos na universidade, mas desde agosto de 2010 estão sem receber salário apesar de estarem cumprindo com as obrigações acadêmicas, e sem contrato com o estado, apenas com orientação de recebimento dos salários via indenização pela UNEB e promessa de contratação, objeto da seleção pública ao qual foram submetidos(as) e aprovados(as).
Entretanto, após inúmeras falsas promessas, o Governo do Estado da Bahia por meio da Secretaria de Educação do Estado indeferiram e ratificaram o processo de contratação de tais professores, o que significa desligamento dos quadros da universidade a qual juridicamente nunca estiveram ligados.
Este cenário imposto pelo arrocho que as Universidades Estaduais da Bahia vem passando apresenta várias implicações, sobretudo aos(as) estudantes e professores(as) do curso de história da UNEB, campus V de Santo Antonio de Jesus. Isso de maneira imediata configura, pára além da questão trabalhista destes profissionais que foram humilhados moral e profissionalmente, a paralisação de muitas atividades acadêmicas do CURSO de HISTÓRIA por falta de professores.
Implica em dizer que os(as) concluintes do curso terão que ficar mais um ano na Universidade para tentarem se formar. Significa dizer que os(as) vários(as) estudantes desta unidade educacional que foram aprovados no recente concurso público efetivo para professores da educação básica do próprio estado da Bahia não poderão assumir seus cargos por atraso na formação e ausência de Diploma. Constitui no verdadeiro ABORTO de sonhos de estudantes e professores(as) comprometidos(as) com a melhoria da educação pública deste país.
Assim, faz-se importante divulgar a sociedade as condições em que encontra-se a Universidade de TODA a Bahia, mais precisamente o clima de convulsão acadêmica do CURSO de HISTÓRIA do campus universitário de Santo Antonio de Jesus devido a FALTA DE CONTRATAÇÃO DOS(AS) PROFESSORES(AS) aprovados(as) em seleção pública, convocados, nomeados e empossados segundo a burocracia estatal, que se recusa reconhecer suas próprias medidas. Estamos em um estado democrático de direito?
Por estes motivos exigimos que o governaDOR deste estado CONTRATE OS(AS) PROFESSORES(AS) APROVADOS(AS) e respeite a educação pública do estado. Não ao desmonte da educação!
Campanha "UNEB: NENHUM/A PROFESSOR/A A MENOS"
Clima de convulsão acadêmica é o que caracteriza atualmente o campus V da UNEB situado em Santo Antonio de Jesus, mais precisamente o curso de licenciatura em história desta instituição.
A falta de professores(as) para conduzir as atividades acadêmicas que é um problema histórico desta Universidade, agora é gritante, e o que é mais problemático, a possibilidade de paralisação e retardamento de várias disciplinas do curso, na ordem de 14 das 36 ofertadas, devido a falta de professores(as).
O clima de sangramento do curso, que já se encontra assim há muito tempo, atinge seu auge neste inicio de ano devido aos golpes que o Governador Jaques Wagner (PT) vêm dando à UNEB. Acontece que após identificação das distorções acadêmicas por pressão dos(as) estudantes e professores(as) em 2010, a reitoria desta universidade e secretaria de educação do estado resolveram lançar edital e carta convite para contratação de professores visitantes e substitutos via REDA por 24 meses.
Após cumprimento de todo processo burocrático e demorado que durou cerca de três meses, os(as) professores(as) foram admitidos na universidade, mas desde agosto de 2010 estão sem receber salário apesar de estarem cumprindo com as obrigações acadêmicas, e sem contrato com o estado, apenas com orientação de recebimento dos salários via indenização pela UNEB e promessa de contratação, objeto da seleção pública ao qual foram submetidos(as) e aprovados(as).
Entretanto, após inúmeras falsas promessas, o Governo do Estado da Bahia por meio da Secretaria de Educação do Estado indeferiram e ratificaram o processo de contratação de tais professores, o que significa desligamento dos quadros da universidade a qual juridicamente nunca estiveram ligados.
Este cenário imposto pelo arrocho que as Universidades Estaduais da Bahia vem passando apresenta várias implicações, sobretudo aos(as) estudantes e professores(as) do curso de história da UNEB, campus V de Santo Antonio de Jesus. Isso de maneira imediata configura, pára além da questão trabalhista destes profissionais que foram humilhados moral e profissionalmente, a paralisação de muitas atividades acadêmicas do CURSO de HISTÓRIA por falta de professores.
Implica em dizer que os(as) concluintes do curso terão que ficar mais um ano na Universidade para tentarem se formar. Significa dizer que os(as) vários(as) estudantes desta unidade educacional que foram aprovados no recente concurso público efetivo para professores da educação básica do próprio estado da Bahia não poderão assumir seus cargos por atraso na formação e ausência de Diploma. Constitui no verdadeiro ABORTO de sonhos de estudantes e professores(as) comprometidos(as) com a melhoria da educação pública deste país.
Assim, faz-se importante divulgar a sociedade as condições em que encontra-se a Universidade de TODA a Bahia, mais precisamente o clima de convulsão acadêmica do CURSO de HISTÓRIA do campus universitário de Santo Antonio de Jesus devido a FALTA DE CONTRATAÇÃO DOS(AS) PROFESSORES(AS) aprovados(as) em seleção pública, convocados, nomeados e empossados segundo a burocracia estatal, que se recusa reconhecer suas próprias medidas. Estamos em um estado democrático de direito?
Por estes motivos exigimos que o governaDOR deste estado CONTRATE OS(AS) PROFESSORES(AS) APROVADOS(AS) e respeite a educação pública do estado. Não ao desmonte da educação!
Campanha "UNEB: NENHUM/A PROFESSOR/A A MENOS"
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
É preciso dizer não ao Prouni do ensino médio
*Por Luiz Araújo
A presidenta Dilma, contrariando todo o debate ocorrido na CONAE e disposta a não aguardar a aprovação do novo Plano Nacional de Educação, está marcando para março o lançamento do Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec).
Segundo sua fala no Programa Café com a Presidenta ela afirmou que “a idéia é ampliar o caminho de acesso à educação profissional para jovens do ensino médio e para trabalhadores sem formação”.
O Pronatec é uma adaptação do ProUni para o ensino médio. O Programa, segundo a fala da Presidenta Dilma, será composto por um conjunto de ações voltadas para quem deseja fazer um curso técnico, mas não tem como pagar. Será um programa de bolsas e também de financiamento estudantil. Ou seja, o governo vai isentar instituições particulares de ensino profissional em troca de bolsas de estudo.
A estratégia 11.6 do Projeto de Lei nº 8035 de 2010 propõe “Expandir a oferta de financiamento estudantil à educação profissional técnica de nível médio oferecidas em instituições privadas de educação superior”.
Dados do Censo Escolar de 2009 mostram que a iniciativa privada possui 48,2% das matrículas da educação profissional, em situação bem distinta da encontrada no ensino médio regular onde este segmento representa apenas 11,7%. A União oferece 14,3%, os estados oferecem 34,3% e ainda temos 3,3% sendo oferecidos por municípios.
No twiter o ex-candidato a presidência José Serra ironizou o anúncio da seguinte forma: "Parabéns ao governo pelo anúncio do Protec - o Prouni do ensino técnico, que propus na campanha. Bolsa para pagar anuidades do ensino técnico", escreveu. Em seguida, Serra decidiu esclarecer que seu comentário não era um elogio. "Bem, fiz certa ironia, que nem todos compreenderam: o governo do PT copiou uma idéia nossa - Protec - que na campanha eles atacavam", disparou. Nada mais verdadeiro. Quem primeiro falou do assunto foi ele e o atual governo resolveu encampar a proposta.
O problema é que a proposta, não interessando que seja do Serra ou da Dilma, é incorreta e infeliz.
1º. Representa uma mudança de rumo, pois a estratégia até o momento era elevar a participação federal no segmento, ação que foi desenvolvida durante o governo Lula, especialmente no segundo mandato, por meio de construção de unidades de ensino profissionalizante em todo o país.
2º. A estratégia do ProUni ajudou a diminuir o déficit financeiro de instituições particulares de nível superior de qualidade questionável. O governo federal trocou impostos por bolsas em instituições precárias, oferecendo aos mais pobres cursos mais pobres, aprofundando a desigualdade de acesso ao ensino superior.
3º. Passados alguns anos que o governo investe nesta estratégia a conseqüência foi o aumento do hiato entre vagas públicas e vagas privadas.
4º. A iniciativa privada será a única beneficiada. Como o controle da qualidade dos cursos técnicos não é feito pelo Ministério da Educação e sim pelos conselhos estaduais de educação, a possibilidade de termos mais cursos com péssima qualidade é quase uma certeza.
A presidenta Dilma, contrariando todo o debate ocorrido na CONAE e disposta a não aguardar a aprovação do novo Plano Nacional de Educação, está marcando para março o lançamento do Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec).
Segundo sua fala no Programa Café com a Presidenta ela afirmou que “a idéia é ampliar o caminho de acesso à educação profissional para jovens do ensino médio e para trabalhadores sem formação”.
O Pronatec é uma adaptação do ProUni para o ensino médio. O Programa, segundo a fala da Presidenta Dilma, será composto por um conjunto de ações voltadas para quem deseja fazer um curso técnico, mas não tem como pagar. Será um programa de bolsas e também de financiamento estudantil. Ou seja, o governo vai isentar instituições particulares de ensino profissional em troca de bolsas de estudo.
A estratégia 11.6 do Projeto de Lei nº 8035 de 2010 propõe “Expandir a oferta de financiamento estudantil à educação profissional técnica de nível médio oferecidas em instituições privadas de educação superior”.
Dados do Censo Escolar de 2009 mostram que a iniciativa privada possui 48,2% das matrículas da educação profissional, em situação bem distinta da encontrada no ensino médio regular onde este segmento representa apenas 11,7%. A União oferece 14,3%, os estados oferecem 34,3% e ainda temos 3,3% sendo oferecidos por municípios.
No twiter o ex-candidato a presidência José Serra ironizou o anúncio da seguinte forma: "Parabéns ao governo pelo anúncio do Protec - o Prouni do ensino técnico, que propus na campanha. Bolsa para pagar anuidades do ensino técnico", escreveu. Em seguida, Serra decidiu esclarecer que seu comentário não era um elogio. "Bem, fiz certa ironia, que nem todos compreenderam: o governo do PT copiou uma idéia nossa - Protec - que na campanha eles atacavam", disparou. Nada mais verdadeiro. Quem primeiro falou do assunto foi ele e o atual governo resolveu encampar a proposta.
O problema é que a proposta, não interessando que seja do Serra ou da Dilma, é incorreta e infeliz.
1º. Representa uma mudança de rumo, pois a estratégia até o momento era elevar a participação federal no segmento, ação que foi desenvolvida durante o governo Lula, especialmente no segundo mandato, por meio de construção de unidades de ensino profissionalizante em todo o país.
2º. A estratégia do ProUni ajudou a diminuir o déficit financeiro de instituições particulares de nível superior de qualidade questionável. O governo federal trocou impostos por bolsas em instituições precárias, oferecendo aos mais pobres cursos mais pobres, aprofundando a desigualdade de acesso ao ensino superior.
3º. Passados alguns anos que o governo investe nesta estratégia a conseqüência foi o aumento do hiato entre vagas públicas e vagas privadas.
4º. A iniciativa privada será a única beneficiada. Como o controle da qualidade dos cursos técnicos não é feito pelo Ministério da Educação e sim pelos conselhos estaduais de educação, a possibilidade de termos mais cursos com péssima qualidade é quase uma certeza.
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