quinta-feira, 9 de junho de 2011

A Greve em preto e branco: perspectivas e possibilidades!

Marcelo Nogueira Machado*


"....Tempo para semear; Tempo para germinar; Tempo para crescer; Tempo para Colher...” “...Quando o tempo for propício / De modo que o meu espírito / Ganhe um brilho definido  / eu espalhe benefícios....Tempo, tempo, tempo... (Caetano Veloso in Oração ao Tempo)

1. Os Professores da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB, em greve há mais de 60 dias, em Assembléia Geral Extraordinária, realizada no dia 07/06/2011, no Campus de Jequié, deliberaram, por ampla maioria, pela continuidade da Greve por prazo indeterminado. Tal decisão compõe a estratégia de forçar o Governo Jacques Wagner a subscrever a minuta de Termo de Compromisso, apresentado pelo Fórum das Associações Docentes no último dia 01/06/2011, que exepcionaliza as universidades baianas quanto aos efeitos do contingenciamento previstos no Decreto 12.583/2011, em respeito à autonomia universitária plena; e a solucionar, juntamente com a Reitoria da UESB, os graves problemas orçamentários-financeiros da UESB, principalmente no que se refere à inexistência de dotação orçamentária para atendimento de todas as demandas internas específicas, represadas irregularmente, possibilitando, inclusive, o acesso aos resultados das auditorias internas e externas (Tribunal de Contas do Estado), que detectaram tais problemas e que, supostamente, tem justificado o tratamento discriminatório dispensado à universidade nos últimos 8 anos. Quanto à pauta salarial, numa demonstração inequívoca da disposição da categoria para negociar e vencer a intransigência do Governo Jacques Wagner, foi deliberada a aprovação da minuta do Acordo Salarial de 2010, resultado da mediação do Fórum dos Reitores, para se efetivar a sua celebração ao final da greve, quando equacionadas todas as questões vinculadas ao referido Termo de Compromisso e ao tratamento adequado às especificidades orçamentárias-financeiras da UESB.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Wagner: o novo “cabeça branca” da Bahia

Apelidado de “cabeça branca”, o político Antônio Carlos Magalhães (1927 – 2007) inaugurou a era carlista que dominou a Bahia por mais de 16 anos ininterruptos. Responsável por boa parte das mazelas educacionais existentes no Estado, o Grupo Carlista foi derrotado nas eleições estaduais de 2006 pelo Partido dos Trabalhadores - PT que trazia a esperança de dias melhores para o povo baiano. Pensou-se, então, que era o fim da sanha carlista e das políticas nefastas para a educação superior. Enganou-se quem pensou que o atual Governo melhoraria a educação.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

ESPETÁCULO DE HOJE: VIOLÊNCIA NA ESCOLA

Nota contra o CONEXÃO REPORTER - SBT - Reportagem irresponsável faz caricatura da situação das escolas brasileiras

*Eduardo Nunes

Existem horas que tenho certa vergonha do tipo de jornalismo feito em nosso país. “A violência na escola” foi tema do programa jornalístico “Conexão Repórter” e como educador me senti afrontado pela abordagem tendenciosa, falso moralista e sobre tudo injusta, feita pelo jornalista que comanda o mesmo. O programa foi exibido por volta das 23hs desta quarta-feira 18 de maio do ano corrente.

Ao exibir de forma sensacionalista a imagem de estudantes portando armas e consumindo drogas nas dependências das escolas, o repórter praticamente acusa uma das diretoras entrevistadas, como se estivesse nas mãos dela e de todos os coordenadores pedagógicos, a resolução deste, sim grave, problema. A pretensa matéria jornalística tratava o tema de forma isolada, como se este se encerrasse dentro dos muros da escola e não viesse de fora dela. A culpa é da escola?

segunda-feira, 18 de abril de 2011

SAJ: Estudantes da UNEB vão às ruas para protestar contra a falta de professores


"Sou, sou estudante eu sou, eu quero estudar, Governador não quer deixar. Vamos à luta". Esta foi a frase entoada pelos alunos da UNEB (Universidade do Estado da Bahia) Campus V de Santo Antonio de Jesus, durante manifestação nas ruas da cidade, realizada nesta quarta-feira (13). Mobilizado em defesa da universidade pública, Daniel dos Santos, um dos organizadores da manifestação intitulada: "Nenhum professor a menos, nenhum campus ou curso a mais", disse à reportagem do Voz da Bahia que os problemas enfrentados pela Uneb vão desde a falta de professores até as péssimas condições físicas. "Existem lacunas na grade de horários por causa da falta de professores, o que acaba atrasando a formação dos alunos", contou.

domingo, 27 de março de 2011

Sobre o caso Hackler

Tenho tentado por diversas vezes corrigir um problema de comunicação e de distorção dos fatos.
Não posso afirmar que o professor hackler foi Racista em sua agressão aos estudantes. Tem rolado grande celeuma em torno da questão, e se eu referendo a questão ou não.

Não eu não referendo. Mas deixem-me explicar uma coisa muito simples. até o ocorrido, eu não conhecia nada sobre o referido professor que não a sua fama de bom profissional de teatro. fama que confirmo como verdadeiro. Sua história de vida, bem como sua ideologia ou qualquer tipo de opinião que não se referisse ao tema TEATRO não me eram conhecido. Quando recebemos uma agressão gratuita é natural que busquemos e conversemos sobre as possiveis motivações do agressor. Logo quando dizia que não discartava a possibilidade afirmação dizia respeito ao choque diante do ocorrido e que aind estava tentando entender os fatos. Gostaria de por gentileza pedir a reflexão de todos (apoiadores do professor Hackler e ou dos Estudantes) para o que estratégicamente tem sido colocado de lado. A agressão gratuita sofrida por estudantes por parte de um professor. Tenho lido e ouvido falar, sobre protestos perfomaticos na escola de teatro, tratando o fato como nazismo ou mesmo da possibilidade do professor ser agredido. Isso, absolutamente, não é verdade. Não houve manifestação alguma, o caso foi formalmente entregue a direção da escola de teatro por ambas as partes, ambas as partes demostraram seu posicionamento à comunidade da escola de teatro e agora estamos esperando o posicionamento após a reunião de congregação convocada para debater o tema. Estamos trabalhando a questão da forma mais civilizada possivel, apesar de alguns particulares equivocos ocorridos no calor das emoções. Digo isso por que algumas pessoas justificam o fato como "temperamento esquentado" por parte do professor mas que ele tem um bom coração e este não é racista. Eu realemente acredito que o professor Hackler seja, em geral, boa pessoal, homem serio e respeitavel. Gostaria de de afirmar que também o sou e esta não é uma opinião eXclusiva.